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Segunda Liga

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Segunda Liga
Primeira Liga
O Clube
 
No concelho da Covilhã, o futebol teve o seu alvorecer a partir de 1920/22 quando se começaram a organizar os primeiros grupos. Clubes como o “Montes Hermínios”“Victória Luso Sporting”“União Desportiva da Covilh㔓Estrela Football Club” e o “Grupo Desportivo Escola Industrial”, todos da Covilhã.
 
Não era fácil porquanto, não havia grande organização e os meios de que dispunham eram escassos. As dificuldades avolumavam-se porque também não havia grandes recursos financeiros e instalações próprias para se poderem reunir.
 
As primeiras reuniões realizavam-se, por falta de sede própria, nos pátios das casas, decorrendo com mais frequência no extinto Hotel Castela, no Pelourinho, unidade hoteleira que existiu ao lado da Farmácia Pedroso.
 
Na Covilhã, o meio fabril da sua monoindústria de então - os lanifícios - definiam no futebol dois traços distintos, com a formação de clubes enraizados na classe operária, uns, que se batiam energeticamente com outros que integravam elementos de maior poder económico, formados por atletas que, ao mesmo tempo eram os seus dirigentes, oriundos da classe média e média alta, como os gestores, proprietários e filhos de industriais de lanifícios da Covilhã e região, caso do “Estrela Football Club”. Havia uma rivalidade que passava então a substituir entre o “rico” e o “pobre” e acentuava-se, daí que os encontros e torneios que podiam realizar eram vivamente participados, num grande entusiasmo dos atletas, bem como de todo um mundo de pessoas que se deslocava a pé, por caminhos ou estradas de terra batida, em direcção ao campo de futebol.
 
Os jogadores não recebiam nada em troca, depois da saírem dos seus trabalhos, geralmente nas fábricas, iam treinar principalmente para o Calvário e treinavam toda a semana incluindo sábados.
 
O campo destinado aos jogos oficiais era na Várzea.
 
Como nem todos os sábados havia futebol, mas só de vez em quando, os jogadores ou “rapazes da bola” iam treinar de manhã, aos domingos para o referido campo. Levavam a bola e cada um o seu equipamento, bem como a broa, para se alimentarem.
 
Os clubes que mais caíram na simpatia dos covilhanenses foram o “Montes Hermínios Sport Club” e o “Estrela Futebol Clube”.
 
A alma leonina estava bem patente em figuras influentes e notórias deste concelho. Algumas delas, acabam por ter contactos com dirigentes do Sporting Clube de Portugal que, nesse tempo, vivia fase eufórica de criação de filiais, sendo então seu dinâmico Presidente da Direcção, Júlio Araújo.
 
Em 23/06/1923, tornava-se oficial a confirmação da filiação do S.C.Covilhã no S.C.Portugal, como 8ª filial.
 
8ª Filial, em 02/06/1923 - Sporting Clube da Covilhã
 
Eram então 70 sócios do S.C.C. e a sua Direcção era a seguinte:
 
Presidente - José Jacinto Ferreira
Vice- Presidente - José Mendes Salgueiro
1º Secretário - Albino Albuquerque Castro
2º Secretário - Mário Pintassilgo
Tesoureiro - António Rebelo Matos
Vogal - José Alves da Silva
Vogal - António Marques
Suplente - José Cruz Tavares
Suplente - Manoel Ramos Gonçalves
 
In "Sporting Clube da Covilhã - Passado e Presente", João Jesus Nunes.
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